As festas de ano-novo
A origem de muitas festas populares pode ser explicada pela crença de que revivendo o mito é possível revigorar o universo. Um ano é um período em que se repete ciclos climáticos, astronômicos e biológicos. Para quem mora no campo ou tem maior contato com a natureza, esse ciclo é bastante observável e tem muita importância.
A festa de ano-novo na Babilônia
O início de nosso ciclo anual é 1º de janeiro, mas o ciclo anual pode ser colocado em diferentes épocas do ano, de acordo com aquilo que um povo considera mais importante. O nosso ano-novo não passa de uma convenção sem muita importância, entretanto para muitos povos do passado a passagem de ano tinha um significado religioso muito especial. Na Babilônia, por exemplo, o ano-novo começava na primavera, por ser a estação em que a natureza parece nascer novamente. A festa, de uma semana, era precedida pela limpeza, purificação e restauração dos templos, pois tudo devia estar “perfeito” como no princípio dos tempos. A festa incluía a repetição do mito da origem do universo, pois tudo era visto como se estivesse começando novamente.
Até o rei babilônico tinha que passar pelo ritual para que seu poder fosse renovado durante o ano-novo. O sacerdote supremo arrancava-lhe todos os adornos reais, e esmurrava o queixo do rei, o fazendo ajoelhar-se diante de uma imagem do deus Marduk. O rei precisa rezar e garantir que havia governado de forma correta, sem cometimento de erros. O sacerdote dizia, então, que Marduk aceitava aquilo que o rei dizia e estava a seu favor. O adornos reais eram devolvidos seguido de um murro no queixo, se os olhos do rei se enchessem de lágrimas era sinal que Marduk era amigável, caso contrário, o deus estava com raiva.
As fogueiras
Geralmente, a festa de ano-novo era realizada ao redor de fogueiras. Na noite de solstício, as fogueiras, eram acesas no alto das montanhas ou em outros locais especiais, como encruzilhadas. Os camponeses acendiam tochas nas fogueiras e corriam pelos campos para espantar pragas, doenças e maus espíritos, assim como para que o solo ficasse mais fértil. Os jovens saltavam três vezes sobre a fogueira, o jovem que saltasse mais alto iria se casar primeiro, durante aquele ano. Nessa noite, pessoas passavam descalças sobre as brasas ou colocavam brasas na boca.
Os poderes mágicos
Se acreditava que a noite de solstício era mágica. As madeiras e as cinzas que sobravam eram guardadas. As cinzas eram espalhadas pelo campo para aumentar a fertilidade do solo e proteger as plantações. Os tições protegiam as casas contra bruxarias, raios e incêndios. Também se acreditava que na noite de solstício era possível prever o futuro. As moças, por exemplo, faziam adivinhações para saber com quem iriam se casar. A água também adquiria poderes especiais, costumava-se recolher água dos poços para serem guardadas.
Calendário lunissolar – Baseia-se no mês lunar, adequando-se o ano lunar às estações do ano (ano solar), por meio de intercalação periódica de um mês a mais. Diferença de 11 dias por ano. O começo do ano deve coincidir com o início de uma lunação.
| Domingo | Sol |
| Segunda | Lua |
| Terça | Marte |
| Quarta | Mercúrio |
| Quinta | Júpiter |
| Sexta | Vênus |
| Sábado | Saturno |
Os antigos sábios Caldeus decidiram associar os dias em grupos de sete de modo a facilitar a sua referenciação. Estes possíveis antecessores dos Babilónios basearam-se no seu sistema planetário. Escolheram o número sete baseado nos sete planetas conhecidos até então. Sete dias são igualmente adoração de cada uma das quatro fases da Lua. Desta forma se criou a semana como um período de sete dias.
- Os romanos davam aos dias da semana nomes em honra do sol, da lua e de vários
planetas.
- Os atenienses não conhecem a semana, dividem o mês em três dezenas.
Fonte: www.terravista
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