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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

A SAUDADE DA PÁTRIA E DA INFÂNCIA

A SAUDADE DA PÁTRIA E DA INFÂNCIA

Vivendo três anos em Portugal, onde elaborou boa parte de Primaveras, Casimiro de Abreu desenvolveu o sentimento de exílio, que tanto perseguia os românticos. Inspirado em Gonçalves Dias, escreveu uma série de poemas impregnados de nostalgia da terra natal, denominados Canções do exílio. Neles, contudo, não chega a alcançar o nível de seu modelo.
No entanto, não é apenas a saudade do Brasil e a correspondente sensação de estar exilado que anima a sua lírica. O que o consagrou foi a nostalgia (tipicamente romântica) daquelas realidades pessoais que ficam para trás: a mãe, a irmã, o lar, a infância. Tornou-se, por excelência, o poeta da "aurora da vida", do tempo perdido, das emoções da meninice. Mesmo sabendo que a infância não significa o paraíso, sucumbiu à doçura dessas lembranças.
À parte isso, o poeta atrai o leitor com o ritmo fácil, a singeleza do pensamento, a ausência de abstrações, o caráter recitativo e o tratamento sentimental que empresta ao tema, garantindo a eternidade de pelo menos um poema, Meus oito anos:


Oh! que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais!Que amor, que sonhos, que flores,Naquelas tardes fagueirasÀ sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais!
Como são belos os diasDo despontar da existência!- Respira a alma inocênciaComo perfumes a flor;O mar é - lago sereno,O céu - um manto azulado,O mundo - um sonho dourado,A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida,Que noites de melodiaNaquela doce alegria,Naquele ingênuo folgar!O céu bordado d'estrelas,A terra de aromas cheia,As ondas beijando a areiaE a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!Oh! meu céu de primavera!Que doce a vida não eraNessa risonha manhã.Em vez das mágoas de agora,Eu tinha nessas delíciasDe minha mãe as caríciasE beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,Eu ia bem satisfeito,De camisa aberto ao peito,- Pés descalços, braços nus -Correndo pelas campinasÀ roda das cachoeiras,Atrás das asas ligeirasDas borboletas azuis!
Naqueles tempos ditososIa colher as pitangas,Trepava a tirar as mangas,Brincava à beira do mar;Rezava às Ave-Marias,Achava o céu sempre lindo,Adormecia sorrindoE despertava a cantar!
Oh! Que saudades que tenhoDa aurora de minha vida (...)
 CASIMIRO DE ABREU (1839-1860)

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ORAÇÃO A SÃO JORGE

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"Mantra da Fortuna e da Prosperidade"

autor P. Lauro Trevisan
Faça todos os dias 3 vezes ao dia . Cada vez faça 3 vezes e a última vez antes das 20 horas.

Eu sou perfeito(a) alegre e forte
Eu tenho amor e muita sorte
Eu sou feliz e inteligente e vivo positivamente
Eu sou o sucesso, tenho tudo que peço
Acredito firmemente no poder da minha mente
Porque é Deus no meu subconsciente
De dia para dia, em tudo e por tudo,vou cada vez melhor
Amém, assim seja e que tudo se cumpra.
Obrigado ! obrigado ! obrigado ! (3 vezes)

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